Os “Diários da COP-21” compõem relatos de Fabiano Carnevale, Secretário de Assuntos Internacionais do Partido Verde e delegado oficial da Global Greens durante a 21a. Conferência das Partes do Protocolo de Kyoto, ocorrida em Paris entre os dias 30/11 a 11/12/2015.

Diários da COP-21 (I)
Contrariando a proibição do governo francês, os movimentos sociais e os verdes se reúniram na Place de la Republique para um ato pelo clima. Parti com alguns verdes de uns quarteirões acima, percorrendo um roteiro doloroso por pontos dos atentados de 13/11, inclusive o Bataclan. Pelo caminho, diversos memoriais recordam, lamentam mas principalmente, gritam contra o fundamentalismo e clamam por solidariedade, amor e paz. Bonito, emocionante e solene. Havia quase um silêncio lamentoso (embora firme e resistente) na nossa pequena marcha ao passar por cada memorial erguido pela vítimas do 13/11. Ao chegar na Republique, era possível perceber a polícia francesa se preparando para impedir que saíssemos dali. E de fato assim o fez. Fecharam cada saída e consegui entrar no metrô, alguns segundos antes de também o fecharem e começarem os confrontos que provocaram a prisão de mais de 100 ativistas. Havia entre os manifestantes, alguns grupos anarquistas mais exaltados, mas no geral o que eu vi era pessoas se manifestando pacificamente pelo Clima e pela solidariedade internacional. Amanhã começam os eventos oficiais da COP-21, mas hoje já foi possível sentir que não se trata só de mais um encontro entre governos. Existem milhares de vozes nas ruas, que nem as bombas dos fundamentalistas e nem a repressão policial serão capazes de calar.

Diários da COP-21 (II)
Começou ontem (30/11) oficialmente a COP-21. Com a presença de 147 chefes de Estado e Governo, como o esperado tivemos o governo americano com uma postura ousada e os da Rússia e China com discursos modestos ou mesmo retrógrados. O presidente russo falou em não impedir o desenvolvimento dos países (uma retórica dos anos 70) e o chinês chamou o encontro de “ponto de partida”, esquecendo dos 24 anos do primeiro acordo em Kyoto.

O governo brasileiro segue jogando para o público internacional, ao concentrar suas metas na Amazônia e “esquecer” dos diversos biomas ameaçados do país, como o Cerrado, o Pantanal ou a Mata Atlântica. Ainda estabelece 2030 como prazo para o fim do desmatamento ilegal, o que na prática garante 14 anos de impunidade para os ilegais.

O Brasil também insiste na formação de 3 círculos concêntricos de países. durante as negociações. O primeiro seria formado pelos 13 países mais ricos do mundo e que teriam metas de INDC definidas e permanentes. O segundo seria formado pelos chamados “países em desenvolvimento” que teriam metas voluntárias e vinculadas ao crescimento do PIB (uma contradição em si mesmo). Ainda haveria um terceiro grupos de países mais pobres e vulneráveis, que precisariam da ajuda de um fundo de emergência comandado pelos ricos.

As teses sobre o primeiro e terceiro grupo são razoáveis. O que não é razoável é o Brasil se colocar no mesmo patamar que outro país em desenvolvimento, como a Argentina, por exemplo. Com a economia financeira gerando lucros astronômicos aos banqueiros e principalmente, com um patrimônio ambiental valioso e indispensável na luta contra a crise climática, o Brasil não pode se redimir a um posicionamento secundário dentro das negociações com as partes.

Devia não só estar definindo uma meta ousada, como também sendo protagonista no diálogo latino-americano dentro da COP. Mas não é o que vemos aqui. Enquanto a Alemanha assume o protagonismo europeu, realizando no seu Pavilhão diversos side-events relevantes (mesmo a discussão da Amazônia é puxada pelos alemães), o do Brasil se limita a ser um escritório burocrático e até agora fechado ao público. As discussões brasileiras estão sendo feitas na Embaixada em Paris, a cerca de 20Km de Le Bourget, a sede da COP-21.

Vivendo uma profunda crise hídrica e no meio de sua maior tragédia ambiental, o Brasil faz pirotecnia aqui em Paris e perde a oportunidade de assumir protagonismo na arena internacional.

Diários da COP-21 (III): Cidades resilientes num mundo com dois graus a mais
Ontem tirei o dia para acompanhar a exposição da prefeitura de Paris de preparação da cidade para o cenário de aquecimento global acima de 2o. C (algo que está dentro das previsões até o momento). Ao supor que a realidade existe e precisa ser enfrentada, os parisienses apresentam saídas para 2050, de como terão que se reinventar para dar conta dos desafios da crise climática.

É um desafio imenso. Promover uma verdadeira revolução em todas as esferas de funcionamento da cidade, não é fácil nem tampouco custa barato. Refazer os espaços públicos, reordenar a produção de energia e alimentos, reduzir as distâncias. Paris apresenta um projeto sensato e plausível de uma cidade que não vai se entregar aos efeitos extremos da crise climática, assim como não se entrega frente às ameaças dos extremismos (religiosos e da direita).

E as nossas cidades? Estamos prontos para fazer o impossível ao confrontar o que já não parece tão improvável? É claro que não. Essa parece uma tarefa fundamental do Partido Verde nos próximos anos: propor às cidades, projetos que deem conta de enfrentar o que está por vir até 2050.

Diários da COP-21 (IV): Quase um conto de uma COP partida
O dia amanhece preguiçoso em Paris. Quando o sol finalmente aparece, já estou entrando na Gare du Nord escutando do amigo verde chileno de longa data de que o pessimismo ronda as delegações. A perspectiva de um acordo ambicioso está ficando mais longe, assim como Paris na janela do trem. Estamos chegando na estação de Le Bourget, a sede da COP que se insinuava a mais importante dos últimos anos. Pegamos o ônibus que nos conecta aquela babel de esperança, desejos, desconfianças e conflitos. Nós temos crachás que nos garantem acesso a Zona Azul (área das delegações oficiais). Meu amigo não sabia que existe, lá no fundo do imenso espaço em Le Bourget, a Zona Verde, área destinada a sociedade civil e que não necessita credenciamento.

Passamos pela revista, conferiram nossos crachás e já estávamos bebendo nosso café no meio dos imponentes pavilhões oficiais, que propagandeam todos os dias que não temos com o que nos preocupar, quando o valente Manuel Baquedano lamenta a falta de protagonismo do Brasil e se surpreende ao saber que são 900 delegados oficiais brasileiros (eu não sou um deles, represento os Partidos Verdes do mundo). “São invisíveis”, constata meu “compa”.

A caminho da sala número 4, soube que a Ministra Isabella Teixeira desentendeu-se com os prefeitos na reunião fechada. Expôs a fragilidade de um governo titubeante que será incapaz de realizar os compromissos (modestos) que estamos apresentando ao mundo.

Dentro da sala 4, ministros de estado contabilizam suas vitórias ao estabelecer programas de educação voltados para o enfrentamento da crise climática. Uganda deve ser um modelo, assim como Itajaí, citada com orgulho pela Secretária de Estado da República Dominicana. Talvez eu esteja preocupado à toa, penso jocoso.

Reencontro meu amigo que quer conhecer a Zona Verde. Crachás checados, nossas fotos borradas aparecem na tela do policial. Seguimos o caminho de madeira com o frio cortando nossas ideias. Nova revista e já estamos na Zona Verde. Mais quente que a Azul, pela calefação acima da média e pela vibração de ONG´s e ativistas que tomam a responsabilidade de mudar os rumos do planeta pelos dentes.

Apresentam soluções práticas de como combater os efeitos da crise climática, os números frios dos governo não lhes interessam. Uma bicicleta gerando energia para um suco, um dj misturando batidas eletrônicas ao canto tradicional tibetano. Um plano de resiliência autogestionado, uma mini-marcha contra os grandes poluídores. “Kick them out”, gritam regozijosos.

Meu amigo, com mais de 50 anos de ativismo ambiental, me agradece emocionado: “obrigado por ter me trazido aqui, finalmente me sinto em casa”. Me despeço pensando em quando (e como) vamos criar as pontes entre as zonas Azul e Verde. Entendo que não será possível criar soluções sem estabelecer diálogos entre o ativismo vibrante da Zona Verde com os relatórios frios – embora essenciais – da Zona Azul. Ajeito meu cachecol, entro no ônibus que vai me levar de volta ao metrô rumo ao hotel em Paris. Sigo sendo um otimista, constato antes mesmo de chegar à minha estação.

Diários da COP-21 (V): Um balanço da primeira semana
Encerrei ontem meu período como delegado oficial da Global Greens, abrindo espaço para outros companheiros. Durante essa semana pude transitar livremente entre as Zonas Azul e Verde, observando e constatando algumas diferenças fundamentais e que relatei no diário anterior.

Juntamente com os demais delegados do PV Brasil, Carla Piranda, Reynaldo Moraes e Vera Motta, pude ver as preparações de Paris para enfrentar os efeitos extremos da crise climática. Dentro da Zona Azul, a falta de protagonismo do Brasil, os relatórios oficiais e a vivacidade dos movimentos cidadãos.

Não tive a oportunidade de conhecer, mas a delegação brasileira visitou no sábado, o Alternatiba, um espaço alternativo, eclético, libertário, com muitas manifestações culturais simultâneas e que se apresenta como contraponto ao encontro oficial dos países. No local, era possível ver experiências e propostas relacionadas a questão climática com ênfase em alimentação, educação, energia, etc.

Apesar de não estar mais na Zona Azul, seguirei acompanhando a COP-21 da Zona Verde, envolvido principalmente nos eventos da Global Greens e da Federação de Partidos Verdes das Américas. Estamos produzindo a Carta Verde das Américas, um documento no qual vamos expressar nossas preocupações a respeito de um possível fracasso (ou pouca ambição) das negociações das partes e cobrar dos governos nacionais metas mais ambiciosas e também reconhecer que o enfrentamento da pobreza da região é fundamental para garantir tais metas.

Diários da COP-21 (VI): Da apatia eleitoral, de ambições, consensos e a incógnita chinesa
Se não tivesse sido convidado para acompanhar os resultados eleitorais junto com os verdes franceses, talvez não tivesse me dado conta de que no domingo (6) foi um dia de eleições regionais aqui na França. Numa visita ao subúrbio de Saint-Denis (composto basicamente por imigrantes, é considerado um dos locais mais tensos por aqui depois dos atentados do mês passado), não vi nenhum tipo de manifestação ou fila que pudesse sugerir que era um dia de sufrágio. Os primeiros resultados confirmavam minha sensação: mais de 84% de abstenção na média nacional e apavorantes 89% na região de Paris (no número de inscritos para votarm a abstenção é de mais de 50%). Mesmo depois dos atentados e da forte comoção que tomou conta do país, 9 em cada 10 franceses deixaram que seus governos locais fossem definidos por uma infíma minoria.Resultado: uma grande vitória da extrema-direita de Marine Le-Pen, que disputará 12 das 13 regiões do país no segundo turno.

Nacionalmente, os Verdes ficaram com uma média de pouco mais de 6%. A versão internacional do New York Time fez uma pequena análise da perda de influência dos verdes nos últimos 15 anos, com uma entrevista com Daniel Cohn-Bendit, um dos grandes ícones do movimento ecologista. Crítico dos conflitos internos – que chama de “esquerdismos infantis” – o franco-alemão analisa que os verdes franceses não têm construído a mesma capacidade de articulação com outras forças políticas como fazem os alemães. De todas as maneiras, Cohn-Bendit avalia que os verdes contribuíram para a popularização das questões ambientais. Numa analogia tecnológica – típica desse eterno rebelde – insinua que os verdes apresentaram ao mundo o “software” da questão ambiental e que agora necessitam ajudar a construir o “hardware”. Ou seja, o arcabouço teórico está colocado, agora nos cabe a produzir os caminhos que nos levem a concretizá-lo.

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Uma nova proposta de texto de acordo foi apresentado ontem pelos franceses que, segundo a imprensa local, hesita entre a ambição e o consenso. A grande questão, que é o financiamento dos países ricos aos mais vulneráveis, segue complicada. Países como EUA e os da União Europeia vêm “passando o chapéu” para chegar a meta dos US$ 100 bilhões.

O que mais preocupa é a posição chinesa. Há 20 anos, a China vem negociando os acordos para o clima como um país “em desenvolvimento” e exigiram seguir assim, a despeito de ser uma das maiores e mais poluentes economias do planeta. No meu entendimento, o próprio Brasil já poderia ter uma posição mais ousada e aproveitar melhor o espaço dado a ministra Isabella Teixeira de articuladora entre os países ricos e aqueles mais vulneráveis. Ao invés de sermos modestos negociadores, deveríamos estar numa posição de protagonismo entre as economias intermediárias.

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Ontem, a Federação dos Partidos Verdes das Américas lançou a Carta Verde do nosso continente para a COP. Amanhã, reproduzo aqui na íntegra.

Diários da COP-21 (VII): O fator mercado, um acordo atrasado e os verdes das Américas
Um artigo publicado hoje na edição internacional do New York Times problematiza a questão da aceitação do mercado financeiro ao acordo que surgirá da COP-21. Apesar dos inúmeros desejos de que o combate à crise climática seja uma iniciativa para salvar o planeta, O NYT avalia que a reação do mercado será fundamental para o sucesso do acordo.

Os combustíveis fósseis movimentam 80% da economia mundial. As companhias de carvão, petróleo e gás possuem um valor de mercado de mais de 5 trilhões de dólares, enquanto as energias renováveis possuem um valor de pouco mais de 300 bilhões.

John Kerry, o principal negociador americano na COP, avalia que isso deve se inverter numa espécie de ajuste de mercado, onde as empresas de energia renováveis terão um “mar de oportunidades” para reverter esse quadro.

A crise climática deveria ser um excelente momento para a Humanidade repensar suas formas de produção e consumo e retomar a vida pública das mãos do famigerado “mercado”. Mas por enquanto, isso está mais na esfera dos nossos desejos do que no campo da realidade.

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As partes não chegaram a um acordo ainda, que era previsto para hoje. A França vai apresentar novo texto de acordo amanhã, às 8h local. O texto apresentado ontem tinha reduzido os pontos de divergentes de 900 (!!) para 50. O negociador da França se diz otimista e confiante. John Kerry, dos EUA, se mostra menos confiante.

Eu imagino que o acordo sairá, mas que será muito mais genérico do que deveria. Mas se a meta de não se aumentar mais de 2 graus a temperatura global até 2050 for garantida, é algum avanço. O ideal seria que o texto contivesse uma meta que falasse de 2 graus para baixo, com as partes revisando suas metas a cada ano.

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Como prometido, a íntegra do texto apresentado pela Federação dos Partidos Verdes das Américas (FPVA) para a COP-21. A vice-governadora do Tocantins, Claudia Léllis esteve presente e também apresentou para a Global Greens as contribuições do seu estado na luta contra a crise climática:

Carta Verde das Américas

Os Verdes das Américas têm demonstrado grande vitalidade, como resultado de sua complexidade histórica e multicultural – um produto do centenária encontro entre os povos autóctones e cultura ocidental. Esta diversidade multicultural e complexidade histórica estão se tornando a própria alma do movimento ambientalista. Nas Américas, ainda existem diversos mega ecossistemas e espaços naturais que regulam o clima. Este tesouro e do património natural é protegido pelos Partidos Verdes da região.

Três dos mais poderosos Partidos Verdes do mundo podem ser encontrados na Federação dos Partidos Verdes das Américas: os Partidos Verdes do Brasil, Colômbia e México representam mais de 6 milhões de eleitores juntos. Além de ocupar diversos cargos oficiais dentro de seus governos, tanto no nível executivo quanto legislativo, estes partidos têm sido uma força motriz na implementação das agendas ambientais em seus respectivos países. É precisamente por isso que esses três partidos – México, Colômbia e Brasil – atualmente regem a Federação dos Partidos Verdes das Américas, uma organização internacional composta por 13 partidos na região. A FPVA foi criada em 1998 e durante 17 anos, tem apoiado o fortalecimento da política ambiental no continente.

A Federação considera que o aquecimento global não será controlado reduzindo parcialmente as emissões de CO2. Na verdade, consideramos que o mínimo necessário para estabilizar a situação global do clima deva ser um plano de emissões de gases que permita não mais do que 1,5 graus acima da temperatura média global. No entanto, acreditamos que a situação não possa ser controlada se a humanidade continuar a destruir sistematicamente os ecossistemas destinados a equilibrar as emissões de gases do efeito estufa; ecossistemas que regulam o clima mantendo as florestas, os mares e os oceanos vivos.

A única solução sustentável consiste em trabalhar sobre a raiz do desequilíbrio ecológico e isso implica no desenvolvimento da consciência ambiental da humanidade. Acreditamos que a obrigação essencial dos Partidos Verdes do mundo é promover condições de vida que permitam alcançar essa consciência ambiental. Propomos:

– estabelecimento de sistemas de ensino que promovam uma visão alternativa da economia e da sociedade, aquela em que o planeta é visto como a casa comum para a humanidade e onde a vida seja respeitada em todas as suas formas;

– implementação de sistemas de justiça social a fim de permitir uma distribuição justa da riqueza e para combater a pobreza;

– modificação do atual modelo de crescimento econômico baseado na produção-consumo.

Em suma, os Verdes das Américas acreditam que a COP 21 deve chegar a um acordo para reduzir as emissões com objetivo de 1,5 graus e que o fundo criado para ajudar as nações mais vulneráveis ​​seja realmente e utilizado para esse fim.

Diários da COP-21 (Final): Um acordo histórico, uma meta ambiciosa e a nossa tarefa
É oficial: nós temos um acordo global para o clima. Depois de mais de 20 anos de conversas, recuos, atrasos, negociações, pactuações e repactuações, enfim temos um acordo assinado por todos os países da ONU. Desde 1992 o planeta aguarda esse momento. Ainda que nossa tendência crítica seja sempre a de olhar com desconfiança, a hora é de comemorar. A meta de se ficar abaixo dos 2oC e seguir se esforçando para que não passe de 1,5oC está além do esperado. É um forte indicativo para os governos e também para o mercado financeiro, que terá que rever e se ajustar à nova realidade de um mundo pós-petróleo.
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O Brasil segue com metas medíocres, mas obteve um papel importante como negociador no BASIC (bloco de negociação que também inclui África do Sul, Índia e China). Deveria aproveitar esse bom momento para virar protagonista mais ousado. Nossas metas devem ser aprimoradas e incluir os nossos outros ecossistemas e não só a Amazônia. Nem devemos esperar até 2030 para acabar com o desmatamento ilegal. Desmatamento zero é uma antiga proposta do Partido Verde, sabemos que é possível seguir incluindo socialmente as pessoas sem derrubar uma só árvore. Ao contrário, a mata em pé é mais lucrativa e socialmente inclusiva.

A partir de agora, os verdes globais terão a tarefa de fiscalizar, propor e pressionar pelo cumprimento do acordo e seguir lutando para que os países façam sua parte e estabeleçam a cada ano metas mais ambiciosas e factíveis.

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Em tempo, a extrema-direita francesa – embora tenha crescido – perdeu em todas as 12 regiões nas quais disputava. Um sinal de que o povo francês vai continuar resistindo aos fundamentalismos.

FABIANO CARNEVALE é Secretário de Relações Internacionais do Partido Verde, Co-Presidente da Federação dos Partidos Verdes das Américas e Delegado oficial da Global Greens na COP-21.